Monthly Archive for maio, 2011

Nova tecnologia permite conexão de 26 terabits por segundo

Pesquisadores da Universidade de Karlsrushe, na Alemanha, bateram o recorde mundial de transferência de dados ao atingirem a notável marca de 26 terabits por segundo usando um único raio laser em um cabo de fibra ótica – velocidade equivalente a transferir o conteúdo de 700 DVDs no tempo que você demorar para dizer “eu quero”.

De acordo com o pesquisador Wolfgang Freude, co-autor do experimento, tal desempenho foi obtido com o uso de uma técnica chamada “transformação rápida de Fourier”, em que um único feixe de luz é dividido em 325 diferentes cores que carregam sua própria sequência de informações. O recorde anterior pertencia à mesma equipe, que no ano passado conseguiu atingir a marca de 10 tbps em seus laboratórios.

A equipe fabricou dois processadores óticos capazes de lerem as informações codificadas dos lasers. “26 terabits por segundo são capazes de transmitir simultaneamente até 400 milhões de ligações ou todo conteúdo da biblioteca do congresso norte-americano em 10 segundos”, completa o pesquisador.

“Até agora o único limitador nas velocidades de transferência por fibra ótica são a quantidade de lasers disponíveis”, completa Freude, dizendo que “redes de 100 tbps já foram demonstradas por outros laboratórios”. “Mas a diferença é que nós contávamos com apenas um único laser, enquanto esses outros experimentos tinham 370, o que é incrivelmente caro e dispendioso”, lembra. “. Em sua visão, a criação de sua equipe é um importante passo em direção à “uma nova geração de internet de alta velocidade para o futuro”.

Com informações: BBC

 

Google vai ofertar buscas sociais para todos

Hoje, o Google anunciou que vai disponibilizar em 19 idiomas o recurso de busca socialglobalmente a partir da próxima semana. Entretanto, a companhia não informou em quais regiões ele será ofertado.

Com a função, cada vez que o usuário pesquisar por um determinado termo, como um destino de viagem, o álbum de um amigo no Flickr poderá vir indexado, por exemplo.

Para facilitar a identificação, o avatar da pessoa virá logo abaixo da indicação do link. Se alguém tuitar um link sobre o assunto, a combinação também será indexada.

 

US$8,5 bilhões é muito pelo Skype?

A princípio, a resposta é um SIM, em maiúsculo, mas levando em consideração as tendências do mercado, esse valor começa a fazer mais sentido.

O Skype é muito mais que uma ferramenta para conversar com amigos e parentes, seja por voz ou vídeo, embora estas sejam as funções que fizeram do Skype o sucesso que é hoje. Na realidade, além do nome e de seus mais de 600 milhões de usuários, a Microsoft comprou junto toda uma tecnologia madura, relativamente confiável e de manutenção barata, já que a grande maioria do tráfego de dados é feita pelo esquema Peer-to-Peer, o famoso P2P, que utiliza a conexão de um usuário para transmitir os dados para outros, formando uma grande rede descentralizada de “servidores”, onde os dados trafegam por meio das conexões de internet dos próprios usuários do serviço, poupando da Skype (e agora da Microsoft) os altíssimos custos de infraestrutura de servidores e transferência de dados.

LTE no futuro?
Mas isso é só uma parte. O grande “segredo” é que o Skype torna as ligações possíveis rodando em quase todas as plataformas, e o principal, pela maioria dos meios de conexões existentes: 3G, WiMAX, Ethernet e a mais promissora de todas: LTE, padrão escolhido para ser o 4G.

E o padrão LTE (sigla em inglês para “evolução em longo prazo”) não prevê um “canal” de voz exclusivo, separado do “canal” de dados como ocorre hoje. O LTE é basicamente uma conexão móvel à internet de altíssima velocidade, com tudo transmitido via IP, ou seja, as companhias telefônicas terão basicamente duas opções: manter uma estrutura LTE para dados ao lado da GSM atual, por exemplo, apenas para efetuar as chamadas de voz, ou então manter a estrutura LTE, usando VoIP para fazer as chamadas telefônicas. Na primeira opção, além do gasto extra da manutenção de duas tecnologias em paralelo, os aparelhos também terão seus custos de produção mais altos, pois precisarão ser compatíveis com LTE e GSM.

Entre as maiores operadoras telefônicas do mundo já é praticamente um consenso o fato de que as chamadas telefônicas não dão mais lucro. A bola da vez é o tráfego de dados, tanto que na grande parte dos mercados desenvolvidos os planos pós-pagos são oferecidos dando mais ênfase à quantidade e à velocidade de dados do que nos minutos de voz, que quase sempre são ilimitados.

As companhias de telefonia, sobretudo as móveis, nos querem cada vez mais dependentes do uso da transmissão de dados, pois é isso que dá lucro para elas, e ter uma solução testada, aprovada e com milhões de usuários como o Skype, é um grande trunfo nas mãos da Microsoft a ser oferecido a essas operadoras, pois além de poupá-las de manter uma estrutura paralela para cuidar da transmissão de voz, ainda nos deixa mais dependentes dos pacotes de dados.

Skype sem PC
Em um mundo que caminha a passos cada vez mais largos ao “Tudo via IP”, o Skype é a solução perfeita, pois é praticamente onipresente e tem todo um ecossistema já pronto. Roda em computadores com Windows, Mac OS X e Linux.

Ok, você quer usar o Skype na sua casa sem a necessidade de um PC? Sem problemas, o Skype possui diversos aparelhos telefônicos que só precisam ser conectados a um cabo de rede com conexão à internet, além de outros “SkypePhones” que se conectam diretamente a uma rede wireless. E não para por aí, a lista inclui aparelhos que vão desde específicos para vídeochamadas até adaptadores para PABX empresariais. E a Microsoft já afirmou que pretende não só manter, como também ampliar ainda mais essa conectividade, tanto no mercado corporativo, onde a empresa possui uma imagem bem melhor e mais respeitada, quanto na casa das pessoas, mais especificamente na “sala-de-estar”, se aproveitando da base instalada de mais de 50 milhões de Xbox 360, sendo cerca 10 milhões desses já com o Kinect, capaz de realizar vídeochamadas.

E é claro, os smartphones, a joia da coroa. O Skype roda nos principais sistemas operacionais móveis disponíveis: iOS, Android, Symbian, BlackBerry e, em breve, no SO da nova dona, o Windows Phone 7. E é muito improvável, pra não dizer impossível, a Microsoft deixar de suportar esses sistemas concorrentes, basta ver quantos produtos da Microsoft estão disponíveis nas plataformas rivais. Já imaginou você no seu iPhone fazendo uma vídeochamada com  seu filho com o Kinect? Com certeza a Microsoft não só imaginou, como deve estar contando com isso.

Analisando as tendências, não é mais impossível imaginar as operadoras cobrando apenas pelo tráfego de dados no futuro, deixando toda a parte de voz e vídeo a cargo da Microsoft, tornando esta a maior operadora telefônica do mundo.

E, então, analisando sob esta perspectiva, será que US$ 8,5 bilhões parecem tanto assim pelo Skype?

Por – Priscilla Silvestre
Colaboração - Diego Torres

NVIDIA compra a Icera

A NVIDIA anunciou hoje, 9 de maio, que planeja comprar a Icera por US$ 367 milhões em dinheiro. A empresa é especializada na fabricação de chips para uso em tablets e smartphones (3G e 4G).

De acordo com o anúncio, o processo de aquisição deve ser concluído em até 30 dias.

Com a aquisição, a NVIDIA espera combinar sua linha de SoC (system–on-a-chip) Tegra com as tecnologias da Icera, visando assim ampliar sua presença no mercado de dispositivos móveis.

Como funciona um datacenter?

Uma infinidade de dados circulam a cada segundo por processadores e discos rígidos. Quando você navega na internet, o conteúdo que você visualizana tela do seu micro transita por sistemas como este antes de chegar ao seu computador. E esses sistemas precisam estar ligados, funcionando vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

Para que esse acesso seja contínuo, uma das principais preocupações de quem constrói um data center é como criar uma estrutura imune a erros, ou que ao menos evite ao máximo a possibilidade de falhas. Todos os detalhes têm de ser pensados.

A quantidade de dados que circula no mundo virtual cresce a taxas explosivas. E para acompanhar esse processo, os novos datacenters –como este, que está em fase de construção –, precisam se programar para receber conteúdo e equipamentos pensando nos próximos dez anos.

O coração dos datacenters são máquinas como essas: os servidores. Eles são computadores mais parrudos, feitos para trabalhar sem parar e atender grandes cargas de processamento. A refrigeração dos servidores é o fator que mais influencia no consumo de energia de um datacenter. Para você ter uma ideia, o Google pretende construir um datacenter no meio do oceano para lidar melhor com o problema de refrigeração. Países frios estão se dando bem nesse mercado. A Finlândia mesmo, está sendo bem cotada para a construção de novos data centers porque a necessidade de instalar aparelhos de ar condicionado se torna menor.

Um bom data center precisa manter o equilíbrio entre calor e frio para refrigerar bem as máquinas. Para criar essa harmonia, os servidores sugam o ar frio pela frente. O calor gerado pela máquina é jogado para trás. Dessa forma, se formam corredores de ar frio e ar quente. E é essa separação de ares que permite o bom funcionamento dos aparelhos e a economia de energia.
Existe um ranking mundial que define quais são os melhores data centers. A escala vai de um a quatro, e oficialmente apenas um datacenter brasileiro possui a nota máxima.

Alta tecnologia que não adianta de nada sem energia elétrica. Para se proteger de possíveis apagões, os datacenters contam com geradores gigantes como estes aqui, movidos a diesel.
Segurança é outro item vital. Os vidros e as portas de acesso são blindadas, câmeras de segurança ficam espalhadas pelos corredores e a entrada só é permitida com um cartão especial ou a digital da pessoa.
Os cérebros da era digital são construções complexas.

E elas enfrentam muitos desafios, como o consumo de energia elétrica. Em nosso site você também descobre como funciona um servidor verde, que consome quantidades menores de energia e que começam a ser usados nos datacenters mais modernos.

Os cargos mais valorizados em TI no Brasil

O crescimento da economia somado à falta de mão de obra qualificada no Brasil faz com que, em algumas áreas, existam vagas sobrando e a oferta de excelentes salários para perfis específicos. No segmento de tecnologia, os profissionais que escolhem a carreira certa e possuem as competências necessárias são disputados pelas empresas.

Entre os profissionais de TI (Tecnologia da Informação) mais buscados na atualidade estão os analistas de negócios. A principal função desse cargo é fazer a ligação entre o departamento de tecnologia e as demais áreas da companhia. Não existe um curso específico para exercer essa função, assim, os critérios de seleção dos profissionais são baseados no perfil da pessoa que, imprescindivelmente, deve ter conhecimento de negócios.

O gerente da empresa de recrutamento de executivos da Hays e responsável pela contratação de profissionais de TI, Henrique Gamba, calcula que, atualmente, o salário de um analista de negócios iniciante, registrado na carteira de trabalho, gira em torno de R$ 4 mil no Brasil. “Para um profissional mais sênior isso chega a R$ 9 mil a R$ 10 mil”, calcula o especialista.

Os salários estão em alta em vários setores de tecnologia. Mas a remuneração é ainda mais atraente em algumas funções bem específicas. Jovens especializados no sistema de gestão empresarial SAP, por exemplo, chegam a receber até R$ 20 mil reais por mês, simplesmente por serem raros de encontrar no mercado.

Sergei Silva fez seu primeiro treinamento em SAP há 13 anos, quando foi selecionado para um projeto na siderúrgica em que trabalhava na época. A especialização já lhe rendeu muitas oportunidades. Fez treinamentos nos Estados Unidos e em diferentes países da América Latina, morou no México e, recentemente, voltou da Austrália, onde também atuou na área.

Aliás, quando decidiu pedir as contas do emprego na Austrália para voltar ao Brasil, ficou desempregado por um curtíssimo espaço de tempo. “Em questão de duas a três semanas eu já tinha umas três propostas na mão”, conta Silva, que hoje atua como gerente de SAP na consultoria